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Nosso legado

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Tem crescido em mim um desejo visceral de não passar batido por aqui e por isso tenho me dedicado a algumas buscas mais práticas e menos filosóficas do que o que vim fazer nessa existência. Viver, tem me parecido, cada vez mais, a resposta mais contundente, embora óbvia, nem sempre compreendida em sua máxima potência. E cada dia que permito ser vivido no tenebroso mais ou menos, no meia boca, no tanto faz sinto uma dor quase física porque viemos aqui para tudo, menos para o mais ou menos. É um desperdício de dar dó mesmo. Cada morte que cruza meu caminho fico me questionando qual será o meu legado e tenho tanto medo de não ter legado algum…tanto medo! Ontem vi uma homenagem tão linda à Fernanda Young e me comovi com quanta vida teve na vida dela e meu coração apertou, como apertado está agora por perceber que tenho permitido, nesse ano, a vida se esvair por entre os dedos sem ser vivida de verdade. Tenho sobrevivido, mal e porcamente diria eu. Com valentia, é justo registrar, mas com um triste e constante pra quando 2020 chegar. Quando 2020 chegar…pode não chegar e é sempre darmos por certo o futuro que negligenciamos a única coisa que temos por certo, o hoje. A Fernanda Young era uma dessas pessoas que eu olhava e pensava que queria ser como ela quando crescesse, embora já crescida. Desejava a sua liberdade transgressora, seu humor ácido e inteligente e seu jeito intenso de se entregar pra vida. Gostava dos seus textos, dos seus roteiros e até das suas doideiras, um lado que acho que jamais terei. E gostei da fala comovida dos amigos porque é neles, nos nossos amigos, que nosso legado ficará resguardado e ganhará contornos que a gente nem imagina. Eu acho comovente uma frase que diz que devemos viver de maneira tal que quando nos formos a vida sinta saudades de nós. Acho a definição mais bonita e mais inspiradora e ao mesmo tempo a mais desafiadora. Nossa passagem por aqui não pode ser um tanto faz qualquer, não pode ser um adiar, um render-se ao ordinário sem que doses de extraordinário nos assalte os sentidos vez ou outra, com frequência tal que acaricie nossa alma e marque nossa existência . Não pode… Legado…O que existirá de nós depois de nós?

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