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“Num gosto do avesso”

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Há umas duas semanas ganhei uma sessão de coaching com uma profissional muito bacana da equipe da Paula Abreu, a Luisa (@euluisaeomundo) e a certa altura estávamos conversando que, apesar de parecer o contrário, somos (ela e eu) pessoas que precisam de uma rotina. Todo mundo acha um monte de coisas de gente que tem profissões e estilos de vida que não seguem os padrões de sempre e eu também sempre me questionava se eu era uma falsa moderninha…rs. De fato sou super falsa moderninha, mas também não é por isso que gosto de rotina e estabilidade, acho que tem a ver com minha personalidade e tem muito a ver com a minha criação. Lá em casa fomos catequizados a chegar na hora (um cadinho antes, coisa que batizei de pontualidade mineira), a pagar as contas no dia certo, respeitar os mais velhos e chamar de senhor e senhora, olhar para os dois lados da rua quando for atravessar, mesmo que seja via de mão única, nunca sair sem documento e sem pelo menos um real e sempre levar na mala (ou no carro) uma blusa de frio e uma sombrinha. Acho que é basicamente isso.

Então, retomando, eu sou essa pessoa que precisa de estabilidade, precisa de uma rotina (que saudade da minha rotina com corrida e zumba!) e pior, que gosta da rotina e gosta, ah, como gosta, das certezas. Aí, numa espécie de 2019 parte 2, minha vida está repleta de incertezas e pouca rotina. Programo uma coisa, acontece outra. Combinam comigo uma coisa, fazem outra. Nesse momento, minha vida está cheia de incógnitas: quando vou poder correr de novo? Quando vou ter meu carro de volta? Quando a vida vai entrar nos eixos e as decisões tomadas vão virar realidade? Quando vou ter minha rotina de volta? São muitas interrogações. O resultado disso, são crises diárias de urticária, minha pouca paciência em níveis quase nulos, alguns chiliques com quem não merece, outros com quem merece, muito sono super cedo e fora de hora que acho que é uma ferramenta de auto proteção que meu cérebro desenvolveu pra parar de pensar o tempo todo e uma pessoa que transita entre a confiança e o fudeu! Com ênfase no fudeu!

Resolvi escrever sobre o assunto porque tem me ocupado muito pensar em tudo isso. Tem hora que acho que sou meio maluca mesmo e outras horas acho que tá tudo bem ser assim, que embora meio doido, é mais divertido e que tá tudo bem dar umas surtadas vez ou outra. Sou, como bem definiu o Cazuza, “exagerada, pra mim é tudo ou nunca mais” e eu gosto disso. Tive épocas com a vida toda certinha e isso me entediou a beça, vai entender! Acho mesmo que a vida não foi feita pra ser entendida e sim vivida, com surtos, chiliques, com rotina, sem rotina, com as coisas dando certo, com as coisas dando errado, com confiança e com sonoros…FUDEU! E entremeado com tudo isso, boas risadas. Porque mesmo com tudo fora do lugar, não abro mão de ainda ser capaz de rir, de tirar sarro (de mim e da vida), me estabacar no chão e ter quem me dê a mão pra levantar, mas antes ria um monte da situação…

Eu até acho bacana essas pessoas que postam que a vida virou do avesso e ela descobriu que o avesso era o lado certo, que as coisas fora do lugar são pra descobrir novos lugares … esse papo cabeça evoluído. Neste momento, não tô nada evoluída e bem queria era fazer uma boa birra dizendo que comigo esse papinho não cola!Que quero as coisas do jeitinho que estavam, no lugarzinho que estavam e de onde nunca deveriam ter saído. Pra ontem, de preferência! E  com um super bico e emburrada concluir: Avesso é meu lado certo uma ova! “Num gosto do avesso, num gosto do avesso, num gosto do avesso!”

 

 

 

 

 

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