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Vale a pena ouvir de novo.

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“Essa música é foda!” Foi assim que minha amiga definiu a música “Problemas” da Ana Carolina. Achei a melhor definição! Aliás, é a melhor definição para aquela seleção de músicas que a gente quer e não quer ouvir. Sempre relembro achando graça de um show do Nando Reis que fomos sofrendo porque ele ia cantar uma dessas benditas músicas e voltamos sofrendo porque ele não cantou! Só música tem esse poder  de acionar tantos lugares, tantos sentimentos e tantas  sensações contraditórias em nós. Posso apostar que você está lendo agora e pensando nas suas músicas de lascar o coração. Se bobear, tá dando até uma vontadezinha quase masoquista de sofrer escutando uma delas…rs. Mas, na maioria das vezes, é um sofrer bom, mesmo que a lembrança não seja lá das melhores. Olha aí a contradição de novo! Dia desses uma amiga fez cair a melhor ficha sobre situações e relacionamentos que gravamos só como algo ruim e que precisam ser ressignificados, ela me disse: “Sabe, o que precisamos lembrar é que demos o nosso melhor, fomos o nosso melhor. O que a pessoa conseguiu ser é problema dela!” Como nunca tinha pensado assim antes? E acho que é por isso que algumas músicas ficam nesse lugar meio conturbado, mas sempre provocam coisas boas em nós. As músicas ficaram diretamente ligadas ao melhor que fomos e não ao pior que o outro foi ou que a situação foi.

Ontem, fomos a um jantar e no meio de toda a falação lá no fundo, baixinho, começou a tocar “Problemas”. Parei de ouvir qualquer palavra da conversa e fiquei triste e feliz e comovida e orgulhosa e boba e  só cantarolei a música: “Qualquer distância entre nós, Vira um abismo sem fim, Quando estranhei sua voz, Eu te procurei em mim … O meu amor conhece cada gesto seu, Palavras que o seu olhar só diz pro meu…” A música acabou, o momento passou, a noite seguiu…Exatamente como a vida! Passa, mas fica…tocando em nós. Cheguei em casa , coloquei meu pijama, sentei na beirada da cama e sou traída pela canção que insiste em ficar: “Conhece cada gesto seu…”. Sorri daquele jeito meio sem jeito, meio rendido, meio vendido meio que deixando a música se achar dona da situação por um instante e,  no momento seguinte , saquei do meu arsenal de frases uma matadora e dei um xeque-mate nessa sessão revival descabida: “Alguém me perguntou se eu conhecia você. Um milhão de memórias (e músicas) passaram pela minha mente e eu sussurrei: não mais.” Problemas? Não mais! E dormi, o sono de quem foi o seu melhor e associou isso às melhores músicas que sempre valerão a pena ouvir de novo!

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